História

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A escritura da Númena data de 5 de Janeiro de 2001. Cinco anos volvidos, a dispersão dos fundadores, a emergência de uma nova geração de afiliados e a existência de uma face pública da instituição tornam necessário que se fixe uma memória.

É difícil explicar quem, como e porquê ideou e tem vindo a concretizar a Númena sem fulanizar. Digamos que éramos jovens cientistas sociais nos quais luzia algum talento. Do trabalho que desenvolvemos no contexto da academia propriamente dita nasceu a consciência de que esta é palco de arbitrariedades que não admitem recurso e, resumidamente, uma indústria, perfeita até na alienação do trabalho. Por outro lado, o capital social e o capital simbólico da academia são factores de produção essenciais na economia das ciências sociais. É um diagnóstico duro mas não fomos os primeiros a fazê-lo:

O trabalhador (o assistente, portanto) não pode prescindir dos meios de trabalho postos à sua disposição pelo Estado; está, por conseguinte, tão dependente do director do instituto como um empregado numa fábrica - pois o director do instituto imagina com toda a boa fé que aquele instituto é o «seu» instituto e age em conformidade -, encontrando-se amiúde numa posição tão precária como a de qualquer existência de tipo «proletário»...

Max Weber em A Ciência como Profissão

Que fazer? A Númena encarna a estratégia que articulámos em resposta a este dilema e a sua história é o relato da surpreendente viabilidade dessa solução. O que fizemos na verdade foi formalizar uma rede de colaborações que existia há já algum tempo, dando-lhe assim a possibilidade de operar como acumulador de capital social e simbólico e não apenas como esquema informal de mutualismo intelectual.

Uma vez constituída e operante, a Númena candidatou-se a integrar o Taguspark, parque de ciência e tecnologia da região de Lisboa. Tendo alcançado este objectivo e garantido as valências necessárias à sustentabilidade dos seus projectos, a história da Númena passa a confundir-se com a destes últimos, pelo que sugerimos ao leitor que procure mais informação nas páginas que lhes são dedicadas.

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