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> CAUSAS DE IGNIÇÃO HUMANAS DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS

O Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI), plano estruturante para a defesa da nossa floresta contra os incêndios, foi elaborado, em 2005, pelo Instituto Superior de Agronomia, a pedido da Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF), instituição tutelada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, e que tem, como função, entre outros, a promoção do desenvolvimento sustentável dos recursos florestais.

O PNDFCI contém 5 eixos estratégicos de actuação. O 2º eixo estratégico, denominado “Reduzir a incidência dos incêndios”, contém 3 objectivos, sendo o primeiro “Melhorar o conhecimento das causas dos incêndios e das suas motivações”. Neste objectivo, enquadra-se o projecto de investigação “Causas de ignição humanas dos incêndios florestais”, uma vez que o conhecimento gerado pelo mesmo será ou deverá ser utilizado na tomada de decisões a nível nacional e municipal.

Em 13 de Julho de 2007, foi assinado um protocolo de cooperação entre a DGRF e a NÚMENA – Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas, para a realização deste estudo, sendo a primeira entidade responsável pelo financiamento e acompanhamento do mesmo, com a coordenação do Eng. Miguel Galante, e sendo a segunda entidade responsável pela realização do mesmo, com a coordenação de José Maria Pereira Coutinho, investigador da NÚMENA, e a condução no terreno pelos sociólogos Eduardo d’Orey (FCSH-UNL), Elvira Lopes (FL-UP) e Inês Oliveira (UBI).

O estudo decorre em 9 concelhos do país, durante quatro meses, distribuindo-se da seguinte forma:

1ª fase: Silves, Mafra e Vila Nova de Gaia

2ª fase: Pombal, Mondim de Basto e Viana do Castelo

3ª fase: Mértola, São Pedro do Sul e Bragança.

O primeiro objectivo prioritário deste estudo é o Conhecimento das causas e motivações de ignição dos incêndios florestais. O segundo objectivo prioritário deste estudo é o Conhecimento das atitudes das populações em relação ao ambiente, floresta e incêndios florestais. Há ainda um objectivo secundário, englobado e decorrente dos dois anteriores, que é o Conhecimento das melhores formas de sensibilização/dissuasão de cada segmento populacional relativamente ao uso do fogo.

Para o alcance destes objectivos, utiliza-se o método Delphi, entrevistas, conversas informais e observação directa das populações. O estudo, focalizado no conhecimento das causas e motivações existentes em cada concelho, para os últimos 5 anos, baseia-se, principalmente, na primeira técnica, tendo em vista a obtenção de um conhecimento o mais fiável e consensual possível. Ao painel de especialistas, composto por 10 a 15 pessoas, em cada concelho, pertencem indivíduos ligados directamente à floresta e aos incêndios, nomeadamente, responsáveis pelos gabinetes técnico-florestais, elementos da DGRF, da GNR/SEPNA, de associações florestais e/ou agrícolas, sapadores florestais, etc. Para completar o método Delphi, utiliza-se as outras três técnicas, de forma que a consistência na produção de conhecimento relativamente aos segundo e terceiro objectivos seja máxima.

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Foto de incêndio florestal